quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sociedade: calcanhar de Aquiles

fevereiro 09, 2017 2
Não me considero dona da razão nem uma mulher vivida, visto que considero ter pouca idade e uma vida pobre em experiências e aprendizagens. Porém, após alguns acontecimentos recentes na minha vida sinto-me obrigada a fazer este desabafo. Deparo-me todos os dias com pessoas egoístas, que exigem tanto dos outros mas não se dispõe a ajudar nada nem ninguém. Querem tudo mas nada fazem, porquê? Gostava realmente de saber o que vai na cabeça de pessoas assim. O mundo seria tão melhor se a palavra entreajuda se sobrepusesse a palavras como egoísmo e individualismo.
Não ganhamos nada em nos fecharmos para o mundo, tentarmos viver sozinhos e convencidos de que não precisamos de ninguém. Na verdade, precisamos de toda a gente. Daquela rapariga que andou connosco na escola, daquele senhor que vemos todos os dias no autocarro ou até do funcionário daquele café onde vamos todas as semanas. O mundo é muito pequeno e todos os dias temos provas disso mesmo e eu acredito que cada um colhe aquilo que semeou. Se fizermos o bem, recebemos o bem. Se fizermos o mal, recebemos o mal. Algo tão simples que pode ter tanto impacto na nossa vida.
É reconfortante saber que, caso precisemos, teremos sempre alguém para nos estender a mão e que esteja disposto a ajudar-nos. E para isso não podemos ser egoístas, não podemos querer tudo e não provar que merecemos esse tudo. Deixem o egoísmo de parte, deixem a mania da superioridade e vivem. Vivam intensamente junto daqueles que mais amam.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Corpo perfeito: a verdadeira definição

fevereiro 07, 2017 11


Durante a minha curta vida tive oportunidade de assistir a várias situações e ouvir alguns comentários...
Tens de emagrecer,
Não achas que tens de perder peso?
Não devias comer isso

A resposta a tudo isto é simples: o corpo é meu. Até pode parecer algo arrogante, talvez egoísta mas é verdade. Tenho perfeita noção do que sou, do corpo que tenho e ao longo do tempo fui aprendendo a gostar da minha anca larga, das minhas curvas acentuadas e até das minhas pernas cheiinhas. Para além disso, aprendi também a ignorar os ditos comentários maldosos e alguns olhares. Percebi que sou superior a tudo isso e a verdade é que todos nós estamos sempre prontos para fazer críticas negativas. É muito fácil apontar os defeitos, evidenciar as qualidades de algo/alguém é que é difícil.
Como sabem, todos procuramos o corpo perfeito, queremos cuidar de nós, gostamos de estar bonitos e elegantes. E sim, eu compreendo... não sou diferente de ninguém. No entanto, há coisas que ainda não consegui perceber bem. A definição de corpo perfeito para a maioria das pessoas é ser magro. A magreza é tudo. Para mim não é, e não digo isto por ter uns quilos a mais. Digo isto porque o corpo perfeito é aquele com que nos sentimos bem, felizes e à vontade. Até podemos não ser magros, podemos ter cicatrizes, algumas estrias, gordurinhas localizadas... E então? Qual é o problema? É verdade, eu própria tento mudar algumas coisas na minha alimentação e fazer exercício físico mas não sou obcecada com isso. O facto de trabalhar o corpo é um bónus. Acima de tudo quero ter saúde e sim, pode ter-se saúde com um pouco de peso a mais (pouco, não em exagero claro)
Cada um é como é e, mais tarde ou mais cedo, encontraremos alguém que aprenda a gostar de nós, a amar cada bocadinho do nosso corpo, sem se importar com aquele número que nos atormenta na balança.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

"Tens de arranjar namorado", dizem eles

fevereiro 02, 2017 4
Sabem, meus queridos... eu sofro muito. Não, não é bem esse sofrimento que estão a pensar. É um sofrimento um tanto engraçado, outro tanto cansativo. Às vezes quando estou em conversa com amigos, conhecidos ou até mesmo com a minha família tenho de levar com frases do género Não sei como ainda estás solteira, Tens de arranjar namorado ou Está na hora de arranjares um homem. Não, meus queridos, não tenho. O que eu tenho de fazer é estudar, divertir-me, aproveitar a minha vida, a minha (ainda) adolescência. E, sinceramente, não entendo a pressa. Tenho 19 anos, sou livre e independente. Porque é que tenho de arranjar um namorado com tanta urgência? O tempo em que as pessoas eram quase obrigadas a casar com tão tenra idade já passou.
Sou uma mulher livre e independente, não preciso de arranjar um namorado para ser feliz e bem sucedida. Neste momento estou a lutar pelo meu futuro, a estudar para ter uma carreira de sucesso e fazer aquilo que gosto.
Recuso-me a percorrer este mundo e o outro para encontrar o homem da minha vida e fazer juras de amor eterno. Não me vejo "presa" a ninguém. Gosto de viver a minha vida, com calma, fazer o que quero, quando quero e não depender de ninguém. Para já limito-me a justificar-me aos meus pais porque eles sim, merecem.
Com isto, não quero dizer que ter namorado é mau. Pelo contrário, é bom ter alguém do nosso lado, que nos apoie em tudo e nos dê aquele carinho que mais ninguém pode dar. Fico feliz por quem consegue encontrar a sua metade da laranja. Eu ainda não encontrei mas não estou incomodada. Sou feliz, tenho amigos maravilhosos, uma família incrível. Sinto-me completa. E, acima de tudo,

Tenho em mim todos os sonhos do mundo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Desabafo de uma universitária

janeiro 30, 2017 4
Visto que está quase a começar o 2º semestre deste meu segundo ano de universidade vou ser obrigada a mostrar o meu desagrado sobre um aspeto: o horário. Algo que para muitos é fútil, para mim tem extrema importância. Não tenho uma universidade na cidade onde vivo, ou seja, não tenho a sorte de fazer uma viagem de 10 ou 20 minutos todos os dias e estar em casa.
Estudo relativamente longe, a minha viagem completa demora à volta de duas horas, os horários dos transportes são péssimos e eu ainda tenho de levar com um horário terrível, com aulas até às 18 da tarde numa sexta feira. Até que ponto é que isto é justo e correto? Eu até tenho alguma sorte, dado que muitos dos meus colegas fazem quatro, cinco ou seis horas de viagem e não tem possibilidades de ir a casa todas as semanas.
Somos estudantes universitários, saímos da nossa zona de conforto, muitas vezes sozinhos, com 17 ou 18 anos para lutar por um futuro melhor mas parece que não vêm isso. Ninguém imagina o quanto eu anseio pelo fim de semana, a viagem demora duas horas mas há dias em que parecem dez e o que mais quero é chegar a casa, sentir-me em casa. Sentar-me à mesa com a minha família, contar-lhes como correu a minha semana até que se cansem de me ouvir. Eles chamam-me chatinha mas eu adoro. Sou chata, falo muito mas é tudo porque quero que eles saibam que eu estou bem entregue, que tenho uma segunda casa, uma segunda família mas que nada os poderá substituir.
Como universitária falo: Algo tão banal como um simples horário escolar pode complicar a nossa vida, os nossos planos, impedir-nos de ir para casa ou aproveitar o pouco tempo que temos.
Reflitam, nós somos o futuro.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Transcender - lições de vida

janeiro 28, 2017 4
Ora bem, hoje vou falar-vos e mostrar-vos o trabalho que mais me deu gosto fazer na universidade. Mais do que um trabalho, foi uma aprendizagem, uma experiência e o contacto com outra realidade. Eu e mais quatro colegas (e grandes amigos) fizemos um documentário sobre a Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real (APCVR), foi uma decisão acertada e fomos ficando cada vez mais convencidos disso ao longo do trabalho...



A APCVR apoia todos os pacientes e as suas famílias e disponibiliza diversas atividades como aulas de  ginástica, hipismo, aulas de informática, dança e canto, pintura, teatro, carpintaria, entre outras. Fomos extremamente bem recebidos, apoiaram-nos muito no decorrer do trabalho. É uma associação acolhedora e bastante recetiva. Se tiverem oportunidade, entrem e façam uma visita.


Emocionei-me algumas das vezes, é incrível todo o trabalho que os funcionários, professores e a própria direção desenvolvem com os pacientes. Deparamo-nos com casos bastante complicados, com situações difíceis mas, apesar de tudo foi uma experiência que eu levo para a vida. Aquelas pessoas a que muitos de nós chamamos deficientes são tão mas tão eficientes. Realizam trabalhos maravilhosos que provavelmente muitos de nós não conseguiríamos fazer.




Por vezes queixamo-nos do que temos, exigimos demais aos nossos pais, fazemos birra porque queremos um telemóvel topo de gama ou queremos fazer aquela viagem de sonho. E, pensando bem, são coisas tão fúteis. Há pessoas que só queriam saúde, que só queriam andar na rua sem serem olhadas de lado ou que tenham pena delas. Tudo o que querem é carinho, afeto, muito amor e dedicação.


O nome que demos ao documentário foi Transcender. Por uma razão bem simples, o que vimos na associação foram formas de contornar a doença. Aquelas pessoas receberam-nos tão bem, sempre que nos viam acenavam e sorriam. E tudo o que pedíamos era mesmo isso, um sorriso.
Com eles aprendi a dar valor ao que tenho, a dar mais de mim, a esforçar-me, a lutar pela minha vida e por um futuro melhor.
Presenciei diversos momentos e situações, todos fantásticos. Porém encontrei um fator comum: força de vontade. De viver, de aprender, de não desistir. Acima de tudo, nunca desistir.


Durante as filmagens tivemos o privilégio de nos cruzar com uma mãe lutadora cujo filho tem uma doença raríssima. Conversei imenso com ela e tudo o que me disse mexeu muito comigo. Assim, termino este post com algo que esta senhora disse, talvez o que mais me marcou.

Se eu agora começasse a pensar... o é que vai ser? Eu desistia logo, mas não desisto.
Tirei-o de uma cadeira de rodas e ele está a andar ok?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Epá, deu-me cá uma nostalgia!

janeiro 25, 2017 0
Já dizia Pessoa Quando era criança/Vivi,sem saber, Vivemos a infância e a felicidade na inocência, pois nem temos consciência do que estamos a viver. E hoje, relembro mesmo isso... A infância. Sempre quis ser crescida, sempre quis ter 18 anos para tirar a carta, ir para a universidade e sair de casa. E agora que cá estou só penso... O que tinha eu na cabeça? Neste momento dava tudo para recuar mais de uma década, para aquele tempo maravilhoso em que toda a gente me achava amorosa, não tinha problemas nem inseguranças e a minha única preocupação era o tempo que tinha para brincar.



Andar de bicicleta, brincar na terra, fazer o almoço na minha pequena cozinha, brincar às professoras ou às lojistas.
Tenho pena dos meus pais. Era uma criança terrível, fazia imensas birras e era muito chatinha. Depois de umas palmadinhas boas (que não fazem mal a ninguém) e muitos castigos...
Eis a Sara que conhecem hoje.





Um obrigado enorme aos meus pais e à minha irmã, pela paciência que tiveram comigo. Agora sei que não deve ter sido nada fácil.
Apesar de tudo, eu era uma miúda muito gira e querida (aparentemente). Digamos que quem olhasse para mim ficava com a ideia de que eu era um anjo mas depois conheciam-me...



Aposto que também vocês ficaram a pensar "meu deus, que menina adorável!" mas não, era o diabinho em pessoa. Aliás, ainda hoje consigo ser o diabinho... mas quando a situação o exige :p
Ahah, um beijiiinho*

PS: Sou horrível com títulos (e detesto-os). Um obrigada à minha amiga Di por este título. ♥

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O eyeliner é um pesadelo? Vai deixar de ser!

janeiro 24, 2017 24

Para escrever este post pensei nos problemas da minha vida e em tudo aquilo que me atormentava. Na verdade nem foi preciso pensar muito, o nome surgiu logo: Eyeliner. Para mim é meio que um bicho de sete cabeças e acredito que também seja para mutas meninas e meninos por esse mundo fora. Para conseguir fazer algo decente pesquisei muito, treinei muito também e pensei nos erros que cometo quando faço o meu eyeliner.
  • Primeiro de tudo, é preciso muito treino. Não pensem que vão aprender a fazer um risco perfeito logo na primeira vez (ou na segunda, terceira... ou na décima vez) Não deixem esse treino para quando tiverem a maquilhagem pronta, só vão conseguir estragar e borrar tudo. Por isso, pratiquem quando tiverem um tempo livre ou estiverem meio aborrecidas.
  • Não estiquem muito o olho com os dedos pois o eyeliner pode ficar com quebras. Tem de prestar bem atenção à direção para onde puxa o olho, senão vão ficar com um olho diferente do outro (e não queremos isso!)
  • Um ponto a ter em atenção é a posição do rosto. Se colocarem a cabeça ligeiramente inclinada para trás e o queixo para a frente, a pálpebra vai ficar mais esticada. O ideal é ter um espelho mais acima da cabeça.
  • É importante ter estabilidade para o risco não ficar torto, assim sendo devem apoiar os cotovelos. Ter demasiado produto no eyeliner é um erro, isso deve ser moderado.
Um pequeno truque (que eu própria também uso) é fazer pontos ao longo da pálpebra e depois uni-los. Comigo resulta bem visto que sou uma novata. O mais normal é terem de retocar mais do que uma vez com apoio do cotonete e desmaquilhante, principalmente se a experiência não for muita.
Para além disso, agora há à venda uma espécie de molde com diferentes estilos de eyeliner. Não sei se é prático ou não mas já me falaram bem dele... :)

Há diferentes tipos de eyeliner: em caneta, gel, lápis e o líquido. Se forem iniciantes e quiserem algo mais simples e prático aconselho a caneta (de traço fino). Eu gosto imenso e até me safo bem... :p
E vocês? São pros ou apenas principiantes?
Beijocaas*